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A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

Baterias que podem ser cortadas: Uma nova era de segurança e durabilidade

Baterias que podem ser cortadas: Uma nova era de segurança e durabilidade

Esta célula de bateria de sulfeto de ferro-lítio pode ser dobrada ou cortada e ainda fornecer energia.
[Imagem: Hongyu Liu et al. - 10.1021/acsenergylett.4c01907]

Imagine uma bateria que, mesmo quando cortada ao meio, não apenas evita o risco de incêndio, mas também continua funcionando. Essa é a mais recente inovação dos engenheiros da Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrônica da China, liderados por Hongyu Liu. Eles desenvolveram uma bateria de lítio enxofre (Li-S) que promete ser muito mais segura e eficiente do que as baterias de íons de lítio tradicionais. Vamos entender como essa tecnologia funciona e o que a torna tão revolucionária.

A inovação

O problema com as baterias atuais, como as de íons de lítio, é que elas são bastante sensíveis a danos. Quando perfuradas, dobradas ou cortadas, podem pegar fogo e causar graves acidentes. Com a nova bateria Li-S, o risco é praticamente eliminado, já que ela foi projetada para ser extremamente resistente.

  • Resistência física: Mesmo após ser dobrada ou cortada, a bateria do tipo sachê continua a fornecer energia normalmente.
  • Alta estabilidade: Protótipos de baterias do tipo botão, por exemplo, permaneceram estáveis por mais de 300 ciclos de carga e descarga.

Por que o enxofre?

O enxofre tem sido considerado uma ótima alternativa para melhorar a eficiência das baterias. Ele é barato e tem um grande potencial de armazenar mais energia do que os materiais usados em baterias convencionais. No entanto, uma das grandes dificuldades com baterias de lítio-enxofre é a sua rápida deterioração. Isso acontece porque o sulfeto no cátodo (a parte da bateria onde a energia é liberada) tende a se dissolver no eletrólito, criando um bloqueio que reduz a capacidade da célula.

A solução inovadora

A equipe de Liu encontrou uma forma de contornar esse problema adicionando uma camada entre o cátodo e o eletrólito. Essa camada funciona como uma barreira que impede a corrosão, sem afetar a funcionalidade da bateria.

  • Revestimento de polímero: O cátodo foi revestido com diferentes polímeros, sendo que o ácido poliacrílico (PAA) apresentou os melhores resultados.
  • Longa vida útil: Esse revestimento permitiu que as baterias mantivessem sua capacidade mesmo após 300 ciclos de carga e descarga.
A bateria representa um avanço nesta tecnologia, mas ainda há trabalho a ser feito antes que ela possa chegar ao mercado, sobretudo em termos de ciclos de carga e descarga.
[Imagem: Hongyu Liu et al. - 10.1021/acsenergylett.4c01907]

E os outros metais?

Além das baterias de lítio-enxofre, a equipe aplicou a mesma técnica de revestimento a cátodos feitos de outros metais, como molibdênio e vanádio, e obteve resultados igualmente promissores. Isso sugere que a tecnologia não apenas melhora a segurança das baterias, mas pode ser adaptada para diferentes composições de materiais, abrindo caminho para uma ampla gama de aplicações.

Principais pontos:

  • Resistência a danos físicos: A bateria pode ser dobrada ou até mesmo cortada ao meio sem entrar em curto.
  • Maior segurança: A inovação praticamente elimina o risco de incêndios.
  • Vida útil estendida: Protótipos permanecem funcionais após 300 ciclos de carga e descarga.
  • Versatilidade: A tecnologia pode ser aplicada a diferentes metais além do enxofre, como molibdênio e vanádio.

Esses resultados indicam que baterias mais seguras e duradouras estão mais próximas de se tornar realidade, o que pode transformar o futuro de dispositivos móveis, veículos elétricos e muitas outras tecnologias que dependem de baterias eficientes e seguras.

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Créditos: Hongyu Liu e sua equipe, Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrônica da China.

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