Pular para o conteúdo principal

Destaques

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

A Veterana Voyager 1 Volta ao Trabalho, Desvendando os Mistérios do Espaço Interestelar

A Veterana Voyager 1 Volta ao Trabalho, Desvendando os Mistérios do Espaço Interestelar


Concepção artística, em cores falsas, da sonda espacial Voyager.
[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Imagine uma sonda espacial, lançada há quase meio século, viajando sozinha além dos limites do nosso sistema solar. Essa é a Voyager 1, uma verdadeira pioneira que, após um susto técnico, voltou a nos enviar dados preciosos sobre o espaço interestelar.

Em novembro de 2023, a Voyager 1 enfrentou um problema que a deixou temporariamente "muda", impossibilitada de compartilhar suas descobertas. Mas a dedicada equipe da NASA não desistiu. Com paciência e expertise, eles enviaram comandos para a sonda, como quem envia um bilhete para um amigo distante, pedindo que ela, aos poucos, voltasse a se comunicar.

Primeiro, em abril, a Voyager 1 enviou sinais de que estava "viva", compartilhando informações sobre sua saúde. Em maio, veio a boa notícia: ela estava pronta para retomar suas observações científicas. Um a um, seus quatro instrumentos voltaram a funcionar, como se a sonda estivesse despertando de um sono profundo.

Agora, a Voyager 1 está de volta ao trabalho, coletando dados sobre ondas de plasma, campos magnéticos e partículas no espaço interestelar. É como se ela estivesse nos enviando cartões postais de uma região inexplorada, revelando segredos que jamais imaginaríamos.

Mas a jornada não está livre de desafios. A equipe da NASA continua trabalhando para garantir que a Voyager 1 funcione perfeitamente. É como cuidar de um carro antigo, realizando manutenções e ajustes para que ele continue rodando por muitos anos.

A Voyager 1 e sua irmã gêmea, a Voyager 2, são as únicas naves espaciais que exploram o espaço interestelar, a região além da influência do nosso Sol. Elas são verdadeiras embaixadoras da humanidade, levando nossa curiosidade e sede de conhecimento para as profundezas do cosmos.

Com quase 47 anos de operação, as Voyagers são as naves espaciais mais antigas e distantes da Terra. Elas já passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, nos presenteando com imagens e informações que revolucionaram nossa compreensão do sistema solar.

A história da Voyager 1 é um testemunho da perseverança humana e da nossa busca incessante por desvendar os mistérios do universo. É uma história que nos inspira a sonhar grande, a explorar o desconhecido e a nunca desistir, mesmo quando enfrentamos desafios aparentemente intransponíveis.

Artigo Originalmente publicado no site Inovação Tecnológica

Comentários