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A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

A Conservação Ambiental Também é Azul: O Oceano em Foco


A educação, seja formal ou informal, é uma das principais ferramentas para transformar a nossa relação com o oceano. Utilizando metodologias adaptadas a diferentes públicos e conteúdos acessíveis, podemos promover uma conexão mais profunda com o ambiente marinho, estimulando uma mudança de comportamento que impacta positivamente na saúde do oceano. E essa mudança é urgente, porque a Década do Oceano já começou, e precisamos agir.

Quando falamos de conservação da natureza, as imagens que surgem geralmente remetem a florestas tropicais ou verdes paisagens terrestres. Contudo, o oceano, que cobre 70% do nosso planeta, é tão essencial quanto qualquer floresta. Ele é fonte de vida, responsável pela regulação climática, pela produção de alimentos e por gerar 50% do oxigênio que respiramos. Mas a sua saúde está comprometida. A cada ano, os impactos da poluição, das mudanças climáticas e da pesca excessiva deixam marcas profundas nos ecossistemas marinhos, e as consequências são visíveis: aquecimento das águas, acidificação dos oceanos e perda irreparável de biodiversidade.

Destaques:

  • Cobrindo cerca de 70% da Terra, o oceano produz metade do oxigênio que respiramos.
  • Alterações climáticas, poluição e pesca excessiva estão colocando em risco a saúde dos oceanos.
  • A falta de compreensão sobre a importância dos mares é um grande desafio para a proteção marinha.

Cultura Oceânica: Educação para Preservação

Foi com esse entendimento que, em 2017, as Nações Unidas criaram o conceito de cultura oceânica, que busca ampliar a compreensão coletiva sobre a relevância dos mares para a humanidade. A ideia é que, ao reconhecer a importância do oceano, cada indivíduo se sinta motivado a agir em prol da sua preservação.

Esse movimento é fundamental para que a sociedade, de maneira geral, possa incorporar o cuidado com os mares nas suas decisões diárias. Não é necessário estar à beira-mar para proteger os oceanos: nossas ações, onde quer que estejamos, têm impacto direto sobre o equilíbrio marinho.

A pesquisa da Fundação Grupo Boticário, em parceria com a UNESCO e a Unifesp, revelou que apenas 34% dos brasileiros entendem que suas ações impactam diretamente o oceano, mesmo que 75% vá à praia ao menos uma vez por ano. Isso demonstra a necessidade urgente de educação e conscientização sobre a relação intrínseca entre nossas escolhas e a saúde do oceano.

Educação Oceânica nas Escolas

A educação formal pode e deve ser um caminho para essa transformação. Um exemplo é o projeto Escola Azul, que integra 20 países do Atlântico e mais de 600 escolas comprometidas com a inserção da educação oceânica nos currículos. No Brasil, 320 escolas de 20 estados já aderiram à iniciativa.
  • 320 escolas brasileiras já adotaram a educação oceânica.
  • Santos foi o primeiro município no mundo a incluir o tema no currículo escolar.
  • O projeto Escola Azul reúne mais de 600 escolas e envolve 4.500 professores.

Outro esforço relevante é o Dia Mundial do Oceano para as Escolas, que trabalha com 8.000 instituições em 76 países para conscientizar jovens sobre a importância dos mares. Essas iniciativas mostram que, mesmo em regiões distantes da costa, é possível aprender sobre o oceano e compreender como nossas escolhas impactam o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.


Tabela: Exemplos de Ações para Conscientização

IniciativaPaíses EnvolvidosImpacto
Projeto Escola Azul20 países600 escolas e 200 mil estudantes
Dia Mundial do Oceano para as Escolas76 países8.000 escolas participantes
Conexão OceanoBrasilBolsas para jornalistas e incentivo à educação oceânica

Comunicação e Cultura Oceânica: Conectando Pessoas

Além da educação, a comunicação é outro pilar fundamental na disseminação da cultura oceânica. A Fundação Calouste Gulbenkian, por exemplo, investe há mais de uma década em estratégias de comunicação para tornar as questões oceânicas mais acessíveis ao público. A série da BBC, “What the Ocean Reveals About Us”, destaca a profunda conexão entre os humanos e o oceano, usando histórias pessoais para sensibilizar e educar.

Essas narrativas são fundamentais para que as pessoas se sintam parte da solução. A falta de compreensão sobre a importância dos mares é uma das barreiras mais significativas na luta pela conservação. Ao se conectarem emocionalmente com o problema, as pessoas se tornam mais propensas a agir.


A Década do Oceano: Um Chamado para Todos

A ONU declarou o período de 2021 a 2030 como a Década do Oceano, um esforço global para incentivar a preservação dos mares e a gestão sustentável dos recursos marinhos. A Fundação Grupo Boticário lançou a iniciativa Conexão Oceano, que oferece bolsas para jornalistas e estimula a produção de conteúdos sobre a importância dos oceanos, buscando aproximar essa questão do cotidiano das pessoas.

Seja por meio da educação formal, da comunicação ou da pesquisa científica, precisamos acelerar os esforços para conservar o oceano. A ciência é clara, mas só será efetiva se todos nós, como sociedade global, reconhecermos a importância vital dos mares. Precisamos promover uma cultura oceânica que envolva governos, empresas, investidores e cidadãos em ações concretas que preservem o oceano e garantam um futuro saudável para o planeta.

Bullet Points de Ações Prioritárias:

  • Promover a educação oceânica em escolas de todo o mundo.
  • Incentivar a comunicação clara e acessível sobre os mares para todos os públicos.
  • Apoiar projetos de preservação marinha e criação de políticas públicas que reconheçam a importância dos oceanos.

Tabela: Objetivos para a Década do Oceano (2021-2030)

ObjetivoMeta
Educação Oceânica Global1 milhão de estudantes impactados
Conscientização Pública70% da população mundial informada sobre os desafios oceânicos
Políticas PúblicasIntegração dos oceanos nas políticas climáticas globais

Créditos e Direitos Autorais:

  • Texto: Fabiano Cortez Prometi
  • Imagem: Criada com o uso de inteligência artificial DALL-E, OpenAI
  • Fontes de Pesquisa: Fundação Grupo Boticário, UNESCO, Universidade Federal de São Paulo, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do ABC, Fundação Calouste Gulbenkian, ONU

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