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A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

Trump e a Agenda Climática: O Que Esperar em um Segundo Mandato?

As eleições de 2024 nos Estados Unidos confirmaram a reeleição de Donald Trump, um conhecido crítico das políticas climáticas. Esta decisão ocorre em meio a um cenário preocupante: ondas de calor extremas e tempestades cada vez mais destrutivas. Com a maioria dos estados apoiando sua liderança, a vitória de Trump trouxe à tona questões importantes sobre o futuro da agenda ambiental e climática global.

Tags mudanças climáticas, política ambiental, Trump, combustíveis fósseis, Acordo de Paris, ONU, aquecimento global, combate ao clima, agenda climática


Promessas e Medidas Anteriores de Trump na Política Climática

Durante seu primeiro mandato (2017-2021), Trump revogou mais de 100 normas ambientais, incluindo proteções cruciais para áreas sensíveis. Suas políticas incluíram:

  • Saída do Acordo de Paris: Trump retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, enfraquecendo um dos maiores pactos globais para redução de emissões de gases de efeito estufa.
  • Desmantelamento de Normas de Emissões: Foram revogadas regulamentações estabelecidas por Obama, como limites de emissões para veículos e restrições sobre usinas de carvão.
  • Apoio aos Combustíveis Fósseis: Trump promoveu a expansão de petróleo e gás, flexibilizando a proteção de áreas ambientalmente sensíveis.

Apesar dessas medidas, as energias renováveis continuaram a crescer mundialmente. Porém, a volta de Trump gera receios quanto a um potencial retrocesso na velocidade necessária para enfrentar a crise climática.

Expectativas para o Segundo Mandato de Trump

Trump reiterou seu compromisso com uma política de exploração intensiva de combustíveis fósseis. Em suas promessas, ele pretende ir além da saída do Acordo de Paris:

  • Saída da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC): Trump quer que os EUA abandonem não apenas o Acordo de Paris, mas também a UNFCCC, o tratado internacional que sustenta a cooperação climática global.
  • Bloqueio de Investimentos Climáticos: Promete congelar financiamentos e parcerias climáticas internacionais, como o Fundo Amazônia, o que impacta diretamente projetos de preservação e mitigação ambiental.
  • Reversão de Políticas de Baixo Carbono: Planos de incentivo a veículos elétricos e outras ações de transição para energia limpa, implementadas por Biden, estariam sob risco de revogação imediata.

Impactos Potenciais para o Clima Global

Consequências Ambientais e Geopolíticas

A agenda de Trump pode gerar atrasos em acordos internacionais e fragilizar parcerias climáticas. Essa mudança na posição dos EUA ameaça o progresso de:

  • Cooperação Internacional: Com a saída dos EUA da UNFCCC, a liderança climática mundial perde força, reduzindo incentivos para outras nações investirem em iniciativas de baixo carbono.
  • Investimentos em Energia Limpa: O incentivo aos combustíveis fósseis e o bloqueio de financiamento climático comprometem os investimentos globais em energias renováveis.
  • Segurança Climática Global: Os EUA são o segundo maior emissor de CO₂. Uma desaceleração em suas políticas climáticas prejudica as metas globais de redução de emissões.

Desafios para o Movimento Ambientalista

A vitória de Trump impulsionou uma reação global entre ativistas ambientais. Especialistas argumentam que a interrupção dos esforços climáticos dos EUA representa uma “guerra” contra o regime internacional de mudança do clima. Segundo Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, o momento exige resiliência do movimento ambientalista, que precisará redobrar esforços para contrabalançar as políticas americanas.

Citações de Especialistas

  • Adriana Ramos, secretária-executiva do Instituto Socioambiental (ISA): “Um país como os Estados Unidos, presidido por um negacionista climático, coloca em risco todos os esforços para o enfrentamento à crise climática.”
  • Stela Herschmann, Observatório do Clima: “A saída do Acordo de Paris pode levar anos, mas o financiamento climático ele consegue interromper na mesma hora.”

Tabela Comparativa: Principais Pontos da Política Climática de Trump

PolíticaMandato 2017-2021Promessa para 2024-2028
Acordo de ParisSaída do acordoSaída da UNFCCC e Acordo de Paris
Combustíveis FósseisIncentivo ao petróleo e gásExpansão e novos poços de petróleo
Carros ElétricosNenhum incentivoRevogação de incentivos criados por Biden
Financiamento ClimáticoBloqueio de recursosCorte imediato do Fundo Amazônia

Como se Preparar: O Que o Futuro Reserva?

Com as mudanças prometidas por Trump, é provável que haja um longo embate entre ativistas climáticos, países signatários do Acordo de Paris e setores favoráveis a energias renováveis. As previsões para o segundo mandato incluem uma batalha contínua para proteger normas ambientais e manter o ritmo de progresso na transição energética.

Conclusão: O Papel da Comunidade Global

Neste momento crítico, a reeleição de Trump representa um retrocesso significativo na agenda climática. A comunidade internacional deve considerar estratégias alternativas para manter as metas climáticas e incentivar a economia de baixo carbono.


Bibliografia

  1. Observatório do Clima - Declarações e análise da especialista Stela Herschmann.
  2. Instituto Socioambiental (ISA) - Comentários de Adriana Ramos sobre o impacto das políticas americanas.
  3. Instituto Talanoa - Entrevista com Natalie Unterstell sobre a "guerra" climática internacional.

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