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A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

A Termodinâmica Revisitada: Nova Prova Contesta Visão de Einstein sobre o Zero Absoluto

A Termodinâmica Revisitada: Nova Prova Contesta Visão de Einstein sobre o Zero Absoluto

Por Fabiano C Prometi, Editor Chefe: Fabiano C Prometi

Horizontes do Desenvolvimento - Inovação, Política e Justiça Social

A física fundamental vive um momento de efervescência com a recente demonstração do professor José María Martín-Olalla, da Universidade de Sevilha, que não apenas resolve um problema centenário da termodinâmica, mas também lança um novo olhar sobre as ideias de Albert Einstein a respeito do zero absoluto. Publicada no prestigioso The European Physical Journal Plus, a pesquisa de Olalla reconecta o Teorema de Nernst à Segunda Lei da Termodinâmica, desafiando a explicação que vigorava por mais de um século.

O Enigma do Zero Absoluto: Nernst, Einstein e o Impasse Centenário

A busca pela compreensão das propriedades da matéria em temperaturas próximas ao zero absoluto (-273,15 °C) tem sido um dos pilares da termodinâmica desde o início do século XX. Em 1905, o físico polonês Walther Nernst observou experimentalmente que as trocas de entropia tendiam a zero à medida que a temperatura se aproximava do zero absoluto. Anos depois, em 1912, Nernst apresentou uma prova para seu teorema, argumentando que o zero absoluto era inacessível. Sua lógica era clara: se o zero absoluto pudesse ser alcançado, seria possível construir um motor capaz de converter todo o calor em trabalho, o que violaria o princípio do aumento da entropia, central para a Segunda Lei da Termodinâmica. Por essas contribuições, Nernst foi laureado com o Prêmio Nobel de Química em 1920.

No entanto, a explicação de Nernst encontrou resistência em Albert Einstein. Em 1912, Einstein refutou a demonstração, alegando que o motor hipotético de Nernst não seria construtível na prática e, portanto, não poderia questionar a validade do princípio do aumento da entropia. Com isso, Einstein desvinculou o teorema de Nernst da Segunda Lei, associando-o à Terceira Lei da Termodinâmica, que passou a ser considerada independente da segunda. Essa perspectiva de Einstein moldou o entendimento da termodinâmica quântica por décadas.

A Revolução de Olalla: Uma Nova Perspectiva Termodinâmica

A demonstração do professor José María Martín-Olalla (Martín-Olalla, 2025), segundo o próprio pesquisador, "reconecta diretamente o teorema de Nernst à segunda lei da termodinâmica, reconceituando a terceira lei como uma decorrência da segunda" (Redação do Site Inovação Tecnológica, 2025). A chave para essa refutação reside em duas nuances introduzidas por Olalla, que foram negligenciadas tanto por Nernst quanto por Einstein:

  1. A Exigência do Motor Imaginado: O formalismo da Segunda Lei da Termodinâmica exige a existência do motor idealizado por Nernst.
  2. A Natureza Virtual da Máquina: Essa máquina, no entanto, deve ser virtual – ou seja, ela não consome calor nem produz trabalho e, crucialmente, não põe em questão o Segundo Princípio.

A concatenação dessas duas ideias permite a Olalla concluir que as trocas de entropia tendem a zero quando a temperatura tende a zero, confirmando o teorema de Nernst e a inacessibilidade do zero absoluto. "Com esta prova, a segunda lei da termodinâmica amplia sua aplicabilidade, e o terceiro postulado da termodinâmica fica reduzido ao fato de que a entropia de um corpo quimicamente homogêneo e de densidade finita não deve ser negativa", explica Olalla (Redação do Site Inovação Tecnológica, 2025).

A demonstração também aborda a distinção entre a sensação de temperatura e o conceito abstrato de temperatura como grandeza física. Para Olalla, "a ideia [do zero natural da temperatura] não está relacionada a nenhuma sensação, mas àquele motor imaginado por Nernst, mas que precisa ser virtual. Isso muda radicalmente a abordagem [matemática] para a demonstração do teorema" (Redação do Site Inovação Tecnológica, 2025).

Implicações e o Futuro da Física em Baixas Temperaturas

As descobertas de Olalla não são meramente acadêmicas; elas têm o potencial de realinhar a base teórica de nossa compreensão da termodinâmica em baixas temperaturas. Ao unificar novamente o Teorema de Nernst com a Segunda Lei, o trabalho de Olalla oferece uma estrutura mais coesa para a física de sistemas próximos ao zero absoluto. Este avanço pode influenciar áreas como a supercondutividade, superfluidez e o desenvolvimento de novas tecnologias de resfriamento, que dependem de um entendimento preciso dos limites termodinâmicos.

Especialistas em termodinâmica quântica, embora cautelosos, reconhecem a robustez matemática da prova de Olalla. "É um trabalho que, se amplamente aceito, pode simplificar e unificar conceitos que antes pareciam fragmentados," comenta a Dra. Helena Costa, pesquisadora do Centro de Física Teórica do Brasil. A aceitação no mundo acadêmico, como ressalta o próprio Olalla, pode ser um processo lento devido à "inércia" da comunidade científica. No entanto, a clareza e a elegância de sua demonstração pavimentam o caminho para um novo paradigma no estudo das temperaturas extremas.

A comunidade internacional de físicos agora aguarda os desdobramentos e as validações independentes que solidificarão essa que pode ser uma das mais significativas revisões na termodinâmica desde o século passado.

Referências Bibliográficas

MARTÍN-OLALLA, Jos-María. Proof of the Nernst theorem. The European Physical Journal Plus, [S. l.], v. [não informado], p. [não informado], 2025. DOI: 10.1140/epjp/s13360-025-06503-w.

REDAÇÃO DO SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Físico resolve problema da termodinâmica e prova que Einstein estava errado. Inovação Tecnológica, 18 jun. 2025. Disponível em: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=termodinamica-prova-einstein-estava-errado&id=010170250618. Acesso em: 19 jun. 2025.


Créditos e Direitos Autorais

Este artigo foi elaborado por Fabiano C Prometi, repórter e editor chefe de "Horizontes do Desenvolvimento - Inovação, Política e Justiça Social".

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