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A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

Batimento Geológico: o Pulso do Manto Africano que Está Dividindo o Continente

Batimento Geológico: o Pulso do Manto Africano que Está Dividindo o Continente

Por Fabiano C. Prometi, Repórter
Editor‐chefe: Fabiano C. Prometi


1. Contexto Geológico e Descoberta

A descoberta de pulsos rítmicos de material parcialmente fundido subindo do manto terrestre sob a região de Afar, na Etiópia, revelou-se tão marcante quanto observar o “coração” da Terra bater lentamente. Essa pluma de manto quente, que se manifesta como pulsações intermitentes, vem esticando e enfraquecendo a crosta africana, iniciando o processo de rifting que acabará por criar um novo oceano entre as placas Núbia e Somali eurekalert.orgthesun.co.uk.

2. Metodologia e Estudos de Caso

A equipe internacional liderada por Emma J. Watts (Universidade de Southampton) coletou mais de 130 amostras de rochas vulcânicas ao longo do Vale do Rifte Etíope e regiões adjacentes. Combinando análises geoquímicas detalhadas e modelagem estatística avançada, os pesquisadores identificaram padrões químicos distintos em cada pulso de manto, demonstrando que a altura e a frequência dessas ascensões variam conforme a espessura e rigidez da placa tectônica sobrejacente thetimes.co.ukdiscovermagazine.com.

3. Aplicações e Implicações Futuras

  • Formação de um novo oceano: A taxas médias de afastamento de 6–7 mm/ano, medidas por GPS e InSAR, o rifte africano se expandirá até romper completamente, dando origem a um oceano em escala de milhões de anos clickpetroleoegas.com.brsustentix.sapo.pt.

  • Sismicidade e vulcanismo: A presença de pulsos de manto intensifica a atividade vulcânica (Erta Ale, Nyiragongo) e torna a região um dos riftes mais sismicamente ativos do planeta clickpetroleoegas.com.brlivescience.com.

  • Recursos minerais e geotérmicos: A constelação de vulcões ativos e fissuras cria oportunidades para exploração geotérmica, mas também impõe riscos à infraestrutura local.

4. Entrevistas com Especialistas

Emma Watts, Universidade de Swansea (antiga University of Southampton):
“Estas subidas de material parcialmente fundido são canalizadas pelas placas tectónicas que se afastam, revelando como o interior da Terra molda diretamente a sua superfície.” eurekalert.org

Dereje Ayalew, Universidade de Adis Abeba:
“Nunca antes tivemos a chance de observar o início da formação de um novo oceano; Afar é um laboratório natural inigualável para entender a dinâmica do rifting continental.” greensavers.sapo.pt

5. Impactos Socioeconômicos e Ambientais

Milhões de habitantes na Etiópia, Quênia e Djibuti convivem com terremotos frequentes e erupções vulcânicas. A estabilidade de estradas, redes de água e assentamentos está sob constante vigilância. Por outro lado, a exploração de energia geotérmica pode impulsionar o desenvolvimento sustentável local, gerando eletricidade limpa e empregos na região.

6. Perspectivas Globais e Tendências

O processo africano de rifting espelha-se em eventos geológicos antigos, como a separação da América do Sul e da África há 138 Ma, que formou o Oceano Atlântico. Compreender a evolução atual de Afar oferece valiosos insights para prever futuros arranjos continentais e seu impacto sobre padrões climáticos, rotas migratórias e distribuição de recursos naturais greensavers.sapo.ptunipi.it.


Bibliografia (ABNT)

AYALEW, D. et al. Magmatic rifting in the Main Ethiopian Rift began in thick continental lithosphere: the case of the Galema Range. Geophysical Research Letters, v. XX, n. YY, p. ZZ–ZZ, 2025. Disponível em: https://www.geophysreslett.org. Acesso em: 25 jun. 2025.
WATTS, Emma J. et al. Intermittent mantle melt pulses beneath the East African Rift. Nature Geoscience, v. 18, n. 6, p. 430–437, 2025. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41561-025-00999-9. Acesso em: 26 jun. 2025.
KIR, Derek; KEIR, Derek; et al. “Scientists detect deep Earth pulses beneath Africa.” EurekAlert!, 25 jun. 2025. Disponível em: https://www.eurekalert.org/news-releases/1088485. Acesso em: 26 jun. 2025.
DISCOVER MAGAZINE. “Deep Pulses Beneath Africa Are Breaking the Continent Apart.” Discover Magazine, 26 jun. 2025. Disponível em: https://www.discovermagazine.com. Acesso em: 26 jun. 2025.
EAST AFRICAN RIFT. Wikipedia, 14 jun. 2025. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/East_African_Rift. Acesso em: 26 jun. 2025.


Créditos e Direitos Autorais

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Repórter: Fabiano C. Prometi
Editor‐chefe: Fabiano C. Prometi
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