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A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

Horizontes do Desenvolvimento - Inovação, Política e Justiça Social

Horizontes do Desenvolvimento - Inovação, Política e Justiça Social

Para Além da Catástrofe: Por Um Jornalismo Climático Mais Crítico e Contextualizado

Repórter: Fabiano C. Prometi Editor Chefe: Fabiano C. Prometi

O cenário das mudanças climáticas, antes um tema marginal, hoje domina manchetes e pautas ao redor do mundo. No entanto, a forma como a mídia aborda essa crise global tem sido alvo de crescentes questionamentos. É preciso ir "muito além da catástrofe" e construir uma cobertura jornalística mais crítica, contextualizada e engajada, capaz de fomentar a transformação social.

A Urgência de Uma Nova Abordagem na Cobertura Climática

Um levantamento recente, que analisou 38 publicações científicas sobre o tema, revelou padrões na cobertura jornalística das mudanças climáticas na América Latina, com foco especial no caso brasileiro. A pesquisa aponta que eventos extremos – como inundações, secas e ondas de calor – são frequentemente tratados como tragédias isoladas. Essa abordagem superficial, contudo, falha em conectar tais fenômenos a problemas sistêmicos, enraizados em estruturas políticas, econômicas e sociais, muitas vezes impulsionadas por um modelo de desenvolvimento predatório.

A mídia, em muitos casos, prioriza declarações de autoridades e a agenda de grandes eventos, como as Conferências das Partes (COPs), dando pouco espaço para a diversidade de vozes que compõem a sociedade afetada. Essa dinâmica limita a profundidade da análise e impede que o público compreenda as causas estruturais e as diversas dimensões da crise climática.

Desafios e Obstáculos no Caminho de um Jornalismo Transformador

Jornalistas que buscam uma cobertura mais aprofundada frequentemente se deparam com obstáculos significativos. A falta de tempo, de recursos adequados e de apoio editorial para investigar e explorar o tema em sua complexidade são desafios recorrentes. A pressão por produtividade e o imediatismo, especialmente no ambiente digital, reforçam padrões superficiais e dificultam o exercício de um jornalismo ambiental que seja verdadeiramente analítico e transformador.

Além disso, a tradução da linguagem científica para um formato acessível ao grande público é um cuidado essencial. O uso de dados científicos, embora fundamental para embasar as reportagens, exige uma apresentação cuidadosa para evitar o excesso de termos técnicos que podem dificultar a compreensão. É crucial tornar a informação compreensível sem perder a precisão, utilizando recursos visuais como infográficos e animações, e, principalmente, a expertise de cientistas e estudiosos para simplificar conceitos complexos.

O Papel Fundamental da Mídia na Construção de Uma Sociedade Resiliente

Diante desse cenário, o jornalismo possui um papel insubstituível. Uma sociedade bem informada é uma sociedade com maior capacidade de transformação, tanto na forma de viver e produzir quanto na maneira de se relacionar com o planeta. A pauta climática não pode mais ser relegada a notas de rodapé ou manchetes que apenas contabilizam perdas e mortes. Ela exige espaço, rigor e um olhar crítico que vá além da mera descrição dos eventos.

É imperativo que a cobertura climática adote uma perspectiva que una as causas e consequências, promova a diversidade de vozes e ofereça soluções e caminhos para a ação. Isso inclui a consulta a fontes seguras e críveis para combater a crescente desinformação, fortalecendo a confiança do público nas notícias.

Elementos Visuais Sugeridos:

  • Gráfico: Comparativo da cobertura midiática de eventos climáticos extremos versus análises de causas sistêmicas.
  • Infográfico: "Desafios do Jornalista Ambiental no Século XXI".
  • Mapa: Impactos das mudanças climáticas na América Latina e casos de jornalismo de soluções.
  • Imagens: Fotografias de comunidades engajadas em ações climáticas e de projetos de mitigação ou adaptação.

Bibliografia

DOS SANTOS, Iasmim Amiden. Muito além da catástrofe: cobertura midiática das mudanças climáticas precisa ser mais crítica e contextualizada. The Conversation, 05 jun. 2025. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/muito-alem-da-catastrofe-cobertura-midiaticadas-mudancas-climaticas-precisa-ser-mais-critica-e-contextualizada,3186a46061b8e4fb70400ead57375805roxgsy8t.html. Acesso em: 07 jun. 2025.

UFSM. PET Educom Clima. Os desafios da pauta climática. Universidade Federal de Santa Maria, 17 abr. 2025. Disponível em: https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/04/17/quando-o-clima-vira-pauta. Acesso em: 07 jun. 2025.


Créditos e Direitos Autorais

Reportagem elaborada por Fabiano C. Prometi para o site "Horizontes do Desenvolvimento - Inovação, Política e Justiça Social". Conteúdo de propriedade do blog "Grandes Inovações Tecnológicas". A reprodução ou divulgação deste material deverá ser feita com a autorização prévia da equipe editorial.

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