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Destaques

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou

A Copa que apostou contra o torcedor: algoritmos, bets e o que a escola ainda não ensinou Raquel Lobão , Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Raquel Timponi , Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) No dia 22 de junho de 2026, enquanto Argentina e Áustria disputavam uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo, os narradores da CazéTV (canal de streaming que detém os direitos de exibição dos 104 jogos do torneio no YouTube) recomendavam, em tempo real, que os telespectadores apostassem na Betnacional, que havia elevado suas odds (possibilidades de retorno da aposta) de 3 para 4 vezes o dinheiro apostado. A cena se repetiria em outros jogos: na partida entre a Espanha e Cabo Verde, um comentarista destacou que a casa de apostas KTO pagaria R$ 3,10 por cada real apostado se fossem marcados ao menos cinco gols. O jogo terminou 0 a 0. A repercussão negativa desse tipo de propaganda no meio dos jogos se alastrou rapidamente. Na segunda semana da Copa, o Depa...

Resistência Científica nos EUA: Epistemologias em Defesa da Democracia e do Bem‑Comum

Resistência Científica nos EUA: Epistemologias em Defesa da Democracia e do Bem‑Comum


1. Contexto e Origem do Movimento

Nas últimas semanas, cientistas e professores das principais universidades dos Estados Unidos — como Harvard, Columbia e Princeton — reagem a cortes drásticos em financiamentos federais, especialmente no NIH e CDC. Tais cortes põem em risco pesquisas essenciais sobre câncer, Alzheimer e vigilância epidemiológica, além de minar a autonomia acadêmica e a liberdade de investigação frente a uma administração centralizante noticias.r7.com.

Funcionando como reação imediata, milhares de profissionais demonstraram apoio público ao conhecimento científico, com protestos emblemáticos como o “Stand Up For Science”, conduzidos em Washington D.C. e mais de 30 cidades globais em 7 de março de 2025 hayadan.com.


2. Estudo de Caso: NIH, CDC e Inovações em Risco

O NIH e o CDC são pilares na criação de terapias para câncer e monitoramento de surtos como influenza, Zika e COVID-19. Segundo pesquisadores, cortes contínuos podem retardar o progresso de iniciativas como o “Cancer Moonshot” e atrasar respostas em emergências sanitárias — com impactos diretos na segurança global noticias.r7.com.

Um exemplo emblemático foi o adiamento de estudos clínicos nos EUA para tratamentos experimentais de Alzheimer, delay atribuído justamente à redução de verbas, o que alerta também para reflexos na indústria farmacêutica e no SUS brasileiro.


3. Vozes da Resistência: Depoimentos e Entrevistas

  • Michael Mann, climatologista da UPenn, declarou: “Não houve momento mais crucial para defender a ciência” ao inaugurar protestos em DC hayadan.com.

  • Pesquisadores organizadores de archive‑athons relataram preocupação com a destruição do acesso a dados públicos em plataformas governamentais, destacando o papel de educação popular na proteção da memória científica researchgate.net+9vice.com+9historia.uff.br+9.

Organizações como “Science for the People” e “March for Science” são expressões estruturadas dessa reação institucionalizada, com múltiplos capítulos, ações coordenadas e articulação transnacional en.wikipedia.org+1en.wikipedia.org+1.


4. Dados e Indicadores: Mobilização e Frequência

Pesquisas recentes apontam que, desde 22 de janeiro de 2025, protestos relacionados à ciência estão ocorrendo com o dobro da frequência registrada em 2017, superando manifestações anteriores em amplitude e diversidade . No entanto, o movimento ainda carece de centralidade e continuidade, oscilando entre protestos espontâneos e iniciativas mais estruturadas.


5. Implicações Futuras e Desafios Políticos

A resistência científica se configura como um alerta profundo: não apenas pela defesa de verbas e dados públicos, mas pela própria concepção de verdade. Estamos entrando num momento em que ferramentas científicas e tecnológicas tornam-se protagonistas na geopolítica da informação e no debate sobre políticas globais.

A possibilidade de crescente ingerência estatal nas universidades mina os pilares do pensamento crítico. Houve episódios recentes em que o governo ameaçou universidades com perda de financiamento se leis de protesto fossem desrespeitadas .


6. Uma Agenda de Reforma e Internacionalização

O movimento propõe avanços claros:

  • Defesa robusta de financiamento público à ciência como bem comum.

  • Proteção legal da autonomia acadêmica, protegendo a liberdade de pesquisa, inclusive em políticas climáticas, de gênero e justiça social.

  • Criação de arquivos públicos distribuídos (archive‑athons) para garantir preservação de dados.

  • Internacionalização das lutas, com alianças globais, fomentando solidariedade que sustente o conhecimento livre e acessível.


7. Conclusão: Um Chamado à Ação Democrática

A reação de cientistas e professores nos EUA representa mais do que autopreservação institucional: é um gesto de cidadania ativa. Defende-se não apenas metodologias, mas a própria noção de sociedade baseada em evidências.
Para o Brasil e para países emergentes, esse modelo serve de lição: apoio às universidades, ao pluralismo científico e à resistência como instrumentos de justiça social. A política científica não é secundária — é nuclear em qualquer projeto democrático.


📎 Bibliografia (ABNT)

Bibliografia impressa e digital

  • LOVELL, Michael; MANN, Michael. Stand Up For Science, 7 mar. 2025. Disponível em: [link]. Acesso em: 8 jun. 2025.

  • R7 – Opinião: Movimento de resistência dos cientistas e professores americanos precisa ser ampliado. 11 abr. 2025. Disponível em: [link]. Acesso em: 8 jun. 2025.

  • INSIDE (via Hayadan). Scientists are rising up to oppose Trump policies. 7 mar. 2025. Disponível em: [link]. Acesso em: 8 jun. 2025.

  • GUARDIAN. The resistance is alive and well – and our research shows it. 28 mar. 2025. Disponível em: [link]. Acesso em: 8 jun. 2025.


👥 Créditos e Direitos Autorais

Reportagem de Fabiano C. Prometi, editor‑chefe do “Horizontes do Desenvolvimento – Inovação, Política e Justiça Social”.
Todo o conteúdo pertence ao blog “Grandes Inovações Tecnológicas”. Reprodução só com autorização prévia.
Licenciado sob Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).


📌 Sumário Executivo

Este artigo analisa o movimento de resistência de cientistas e professores nos EUA frente a cortes em instituições como NIH e CDC, seus impactos em saúde pública, mobilizações políticas, estratégias de preservação de dados e implicações para políticas científicas globais. Recomenda ações que fortaleçam a ciência como eixo de justiça social em democracias contemporâneas.


Nota: Revisão ortográfica e estrutura alinhada para navegabilidade. Elementos visuais e infográficos poderão ser desenvolvidos conforme publicação digital.

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