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“Resistência e Soberania: Vice-presidente venezuelana ratifica continuidade do chavismo em meio à agressão imperialista”

“Resistência e Soberania: Vice-presidente venezuelana ratifica continuidade do chavismo em meio à agressão imperialista”

Data de publicação: 4 de janeiro de 2026

Em meio ao choque e à controvérsia internacional desencadeados pela ofensiva militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez emergiu neste sábado, 3 de janeiro de 2026, como a principal voz política do governo chavista, reafirmando não apenas a continuidade do projeto político bolivariano, mas também uma postura franca de resistência à agressão imperialista. A declaração representa uma reação firme contra a tentativa de desarticular a soberania venezuelana e reconfigurar, pela via militar, a correlação de forças políticas no país. Brasil de Fato+1

Rodríguez, em pronunciamento transmitido pela televisão estatal de Caracas, ressaltou que “o único presidente legítimo da Venezuela é Nicolás Maduro”, insistindo que a ação dos Estados Unidos configurou um ataque brutal à autodeterminação do povo venezuelano e que qualquer narrativa alternativa, inclusive a de que ela teria aceitado o comando do país em substituição a Maduro, é uma distorção propagada pela máquina propagandística norte-americana. Sua fala ecoou palavras de rejeição ao que chamou de “tentativa de recolonização” da Venezuela, destacando a existência de uma “união cívico-militar” mobilizada para defender a soberania nacional diante da grave ofensiva externa. Brasil de Fato+1

A posição de Rodríguez, além de reafirmar o compromisso com o legado histórico do chavismo, coloca o regime em permanente oposição à narrativa dos Estados Unidos, que busca legitimar sua intervenção militar sob eufemismos como “confronto ao narcotráfico” ou “estabilização democrática”. O discurso venezuelano denunciou ainda que, até o momento, não há confirmação independente sobre o paradeiro ou a condição física de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, exigindo “prova de vida imediata” do casal e sublinhando que a ação militar viola frontalmente o direito internacional e os mais elementares princípios de soberania estatal. TMC

Enquanto isso, no terreno político interno, a crise institucional se aprofunda. O cenário aberto pela detenção de Maduro — cujas circunstâncias ainda são objeto de controvérsia e disputas narrativas — força a liderança chavista a reafirmar sua legitimidade política diante de um ataque que não tem precedente na história recente da América Latina. A vice-presidente tem contado com o apoio explícito de figuras centrais do poder, incluindo ministros de Defesa e do Interior, que vêm assumindo um papel público de mobilização e de resistência à ofensiva estrangeira, convocando as forças populares e institucionais a manterem a continuidade do projeto bolivariano mesmo sob pressão militar externa. Estado de Minas

Do ponto de vista crítico, essa resistência não se resume a um simples exercício retórico: ela representa a rejeição categórica a um modelo de intervenção que busca reconfigurar regimes políticos por meio da força e em benefício de interesses geoestratégicos e econômicos externos. A ofensiva dos Estados Unidos, que já foi amplamente denunciada por governos latino-americanos, organizações internacionais e juristas como uma violação do direito internacional, expõe mais uma vez o caráter predatório das políticas de hegemonia intervencionista que historicamente marcaram as relações do Norte global com países do Sul. Não se trata apenas de uma disputa de narrativas ou de legitimação institucional — trata-se de uma luta pela soberania política e pelo direito de um povo decidir seu próprio destino sem coerção militar estrangeira. The Guardian+1

A continuidade do chavismo, pregada por Rodríguez, levanta um debate central: até que ponto um projeto político pode ser considerado legítimo quando sustentado por mecanismos de coerção estatal e agora ameaçado por intervenção externa? Essa tensão coloca a Venezuela no centro de um confronto histórico, no qual se chocam não apenas versões divergentes sobre liderança e legitimidade, mas modelos antagônicos de organização política no continente e no mundo. Para setores progressistas e democráticos, a reação venezuelana representa um apelo urgente por justiça e um repúdio frontal às práticas de dominação e militarismo imperial que negam o direito à autodeterminação dos povos.

Desde a experiência histórica do continente americano — marcada por golpes, intervenções e imposições de regimes aliados a interesses externos —, a resposta firme da vice-presidente venezuelana constitui um elemento fundamental na resistência contra a normalização de políticas que subvertem princípios democráticos e de soberania. A Venezuela, segundo Rodríguez, jamais será colônia de ninguém, e o chavismo, em todas as suas contradições, continua sendo a expressão política que reclama a voz política de sua população contra tentativas de recolonização encobertas por discursos de “libertação”. Poder360


Créditos

Reportagem de opinião crítica com base em declarações oficiais e contexto político atual.

Bibliografia e fontes principais:

  • DELCY Rodríguez reafirma liderança chavista e rejeita apoio aos EUA. Poder360, 03 jan. 2026. Poder360

  • Vice venezuelana garante que governo segue com o chavismo e que único presidente é Maduro. Brasil de Fato, 03 jan. 2026. Brasil de Fato

  • Venezuela vive tensão política diante de captura de Maduro; vice pede prova de vida. TMC, 03 jan. 2026. TMC

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